Talvez a melhor maneira para começar a encher a vida de amor seja definir o que é amar.
Amar é um processo contínuo que consiste em acrescentar mais amor ao que já existe dentro de nós. O amor está sempre presente em qualquer ser humano. Às vezes é difícil reconhecer o amor porque ele tem diferentes maneiras de revelar-se em cada pessoa; esperar que as pessoas amem do mesmo modo que você é irreal.
Só você é você e a maneira como reage, distribui e sente amor é só sua. Descobrir o amor em si e nos outros é uma aventura emocionante, porque ele assume formas diferentes em cada pessoa, em cada momento. O segredo é entender o que é o amor e não insistir em como deve ser.
Existem grandes diferenças no modo como as várias culturas demonstram suas emoções. Na Itália, por exemplo, é muito fácil perceber o amor que sentem porque o expressam com muito calor, manifestando a alegria e a emoção com exclamações de carinhos, abraços e beijos.
Existem povos em que homens e mulheres se abraçam, andam de mãos dadas. Mas há certas regiões nos Estados Unidos, onde esse comportamento seria considerado estranho, senão ilegal, o que é uma pena pois o toque físico pode ser uma forma de comunicação muito mais eficiente do que as palavras.
Talvez não seja possível superar essas limitações culturais, mas o fundamental é tomar consciência do amor que existe dentro de nós e investir para que desabroche. Um dos conceitos mais difíceis de entender é que o amor vive no momento presente. Quando ficamos agarrados ao passado ou esperando ansiosamente pelo futuro desperdiçamos o momento presente. Alguns se prendem com saudades dos velhos tempos, tentando reviver a felicidade e a segurança do passado. Outros só pensam no amanhã e passam a vida amealhando sucessos e bens externos, na esperança de um futuro tranqüilo, espetacular!
Vão acumulando riquezas, fortunas, abrindo mão do convívio familiar em favor das ações das bolsas ou outras formas de segurança; na verdade, eles direcionam suas vidas para o futuro, que é sempre nebuloso. Preocupados com o amanhã, perdem de vista as alegrias presentes no dia de hoje, com todas as possibilidades de amor que ele encerra. Mas a vida é um processo, não um objetivo. A vida se constitui dos passos que damos e das alegrias da jornada. Se nossos olhos estão fixados no ponto de chegada, perdemos de vista tudo o que o caminho nos oferece.
Na vida e no amor só existe o momento presente, o agora. A única realidade que conhecemos é a do exato momento que estamos vivendo. Realidade não é o que já passou, nem o que ainda vem. Aceitar esta idéia tão simples torna a vida mágica, porque mantém o amor vivo. Isto não quer dizer que se deva viver apenas para o presente, mas que se viva no presente, o que faz uma grande diferença.
É claro que o passado tem importância e o futuro reserva tesouros desconhecidos. Mas só o presente tem o valor realmente, pois está aí para ser vivido por inteiro. O resto é só lembrança ou imaginação. Como o amor sabe isso, ele não olha para trás, apenas usa a experiência do passado e aproveita o que ele oferece de melhor. O amor também não olha para frente, porque sabe que o sonho do futuro está lá esperando, mas pode não chegar nunca. Não, o amor não é passado nem futuro. Felizmente, o amor é agora! E só no agora, pode se tornar realidade. O resto não passa de saudades ou de esperanças.
Acrescentar amor à vida é sempre bom. Mas é preciso analisar o tipo de amor que estamos procurando. O amor se revela e cresce no presente, se alimenta da alegria do momento. Vivendo intensamente cada momento, você descobre o que o amor tem a oferecer e, como resultado, sua vida se enche de amor.
Amor maior é aquele que dá tudo sem esperar nada em troca. É um amor que sempre deseja receber de volta, se encanta com isso, mas nunca pede, nem exige nada, a não ser a oportunidade de continuar crescendo e existindo. Este é o amor mais puro, o que só traz alegrias, porque quem espera não sofre nem se desaponta por não receber. O amor, só traz sofrimento quando exige alguma coisa em troca. Quem ama intensamente só pode acreditar, confiar, aceitar e ter a esperança de receber amor. Mas não existem garantias. Quem guarda seu amor para o momento em que tiver certeza de receber o amor igual, corre o risco de esperar para sempre. E quando amamos com qualquer expectativa corremos o risco de nos desapontarmos, porque não é provável que consigamos encontrar quem atenda a todas as nossas necessidades, por maiores que sejam o amor a dedicação dessa pessoa.
O Budismo nos ensina que quanto mais próximos da iluminação estivermos, menos desejo sentimos. Esperar algo dos outros como se tivéssemos direitos é uma receita de infelicidade.
Infelizmente, às vezes, nós mesmos é que atrapalhamos o amor. A vida é como uma tapeçaria muito elaborada, formada de relacionamentos. Em cada relacionamento as motivações, os desejos, sonhos e necessidades formam uma trama bem apertada. Observando os desenhos de nossos relacionamentos e a tapeçaria de nossas vidas, descobrimos os nós que impedem o crescimento do amor. Esses nós, são certas características destrutivas, como a necessidade de controlar tudo, de estar sempre com a razão, de brigar por qualquer coisa, de querer que os outros mudem para atender nossas necessidades, nossos caprichos, de termos a posse exclusiva do outro. Podemos escolher várias estratégias que temos para lidar com os problemas de relacionamentos: negar que eles existem, criar uma couraça, e conviver com ela; decidir enfrentar o desafio de agir com cada vez mais amor e menos cobranças; enfrentar e entender que quanto mais nos dedicamos a investir para encontrar soluções para os problemas dos relacionamentos, maior vai se tornando a nossa capacidade de amar, de doar-se por inteiro sem nada exigir...
Eu desejo que você que esteja lendo isso agora, tenha escolhido a última opção, porque desejo que a sua vida se encha de amor. Que não fique vazia, como a minha, por não ter sabido optar pela coisa certa, na hora certa. Hoje vivo só das imensas saudades do grande amor e das felicidades que tive no passado; por não saber agir, eu deixei que me escapasse da vida, do meu coração, o maior e mais puro e sincero AMOR da minha vida. Talvez um dia eu aprenda, quem sabe?
Mas, para você, meu amigo ou amiga, deixo os rastros certos que devem seguir, para irem ao encontro do verdadeiro Amor e da tônica da FELICIDADE!
Quando o meu grande e verdadeiro AMOR ficava e eu partia para bem longe, saía da sua vida, porque com o meu egoísmo, minhas exigências, eu talvez naquele momento não soubesse amar de verdade, nem o significado da palavra AMOR... Hoje sei, mas não adianta nada! O passado não voltará jamais, mas, talvez, esse aprendizado me ajude a ajudar outras pessoas que estejam perdidas no meio do caminho, porque também, quem sabe, um dia, elas não souberam conduzir bem o seu relacionamento, o seu amor, a sua outra metade...
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
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